Sobre saudade.

Me disseram sobre a saudade, quando pequena. Disseram-me que era um sentimento que quando chega toma posse. Não é apenas um sentimento, como a angustia ou o medo, e sim você. Você se torna a saudade, ela te invade e te domina, te entorpece. Tudo que você fala é sobre ela, tudo que você quer fazer é matá-la. Para que consiga então ficar livre desse sentimento que toma conta de seus atos, palavras e ações.

Achava um tanto quanto estranho essa definição para algo que há de ser sentido por todos em qualquer momento da vida. Mas ai veio perdas, saudades de amigas e primas que moravam em lugares diferentes que eu. Era um pouco menos do que um dia - quando criança - me explicaram. Quase cheguei a conclusão de que eles haviam de ter me enganado, colocando exagero em cada letra do que haviam me explicado sobre essa tal saudade. Mas não me opus. Tentei nem pensar na mesma.

Me veio ele, com seu sorriso rasante. Com seus olhos castanho escuros doces, envolventes. Com seus braços fortes, e seus abraços que me protegem. Ele que tem beijos doces e quentes. Mãos grandes e macias. Um cheiro inconfundivelmente bom. Ele que roubou meu coração. O homem da minha vida, alguém que eu quero ao meu lado em um momento chamado eternidade. Veio o destino e nos colocou em cidades diferentes, estudos a causa maior.

E hoje, lhes digo, sou propriedade da saudade. Esta que me consome a todo momento. O que se opõe a ela é o outro sentimento que é capaz de matá-la: o AMOR. E quando ele, meu amor em pessoa, chega, o sentimento Amor acaba por matar a saudade ao longo do tempo juntos. E ah!, lhes digo que não há coisa melhor do que matar a saudade.

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